Eu tenho uma triste notícia para dar à vocês. O ser humano ainda não se conhece como deveria. Vemos assustadoramente o comércio de drogas crescer, uma infinidade de jovens entrando pra esse clube nada restrito e mais parece que ficha do contato pela involuntariedade ainda não caiu.
Mas não é essa toda a questão. A questão é a que está relacionada com o próprio homem, com o seu auto-discernimento, ainda em baixa. Digo isso porque existe uma causa comum à toda espécie humana, responsável por promover o nosso desequilíbrio emocional e comportamental, diante de fatos às vezes, que vão desde o mais banais do nosso cotidiano até os considerados mais graves.
Analisando o comportamento de uma infinidade de pessoas, pude perceber uma falha comum, bastante grave e que, pelo o que me consta, está longe o dia de virem à se conscientizar, de que ser humano dorme com um inimigo bastante conhecido, ou seja, ele mesmo. Como é isso ?
Somos parte de duas metades que vivem travando uma batalha interior e silenciosa ao longo de nossas vidas. De um lado (o que não tínhamos conhecimento até agora), está uma parte de você que vem acumulando a sua história e os fatos dela decorrente, bons e ruins, mais ruins do que bons.
Este lado, esta outra metade, deseja ardentemente compensar-se dos maus momentos guardados em si, durante anos, desde os primeiros anos de vida, sua infância e juventude. Suas experiências e convivências ao longo da vida, vividas de forma harmoniosa ou conturbada, afetiva ou conflituosa.
Considere esta metade como um daqueles gênios preso numa lâmpada, doido pra sair e começar a fazer toda sorte de estragos, porque apesar de acompanhar sua idade, esta outra metade têm o perfil de uma criança rebelde e desobediente e, sempre que este sente o cheiro da liberdade, ele influencia e assume o controle da situação por alguns momentos. As dependências química e alcoólica é uma forma de liberdade.
Esta expressão “sair da garrafa” assemelha-se basicamente à dois momentos bastante comuns da nossa vida, quais sejam: Momentos em que desejamos chutar o balde ou o pau da barraca ou, todas as vezes que um favorecimento momentâneo ou contínuo, surgir de forma repentina, como uma promoção, aumento de salário, uma quantia repentina ou um prêmio “considerável” de loteria ou de uma herança, etc.
Favorecimentos demais aos filhos e sem controle é também um alto fator de risco. Mesadas, concessões, presentes fora de hora e de forma constante, tudo isso favorece ao “gênio” do seus filhos, a sensação de liberdade que ele precisa para assumir e fazer um estrago na vida deles, como levá-lo ao álcool (chopinho inocente com os amigos), o tabagismo (cuja fórmula tem até veneno de rato na composição) e, como desgraça pouca é bobagem, pode levá-lo às drogas, como de fato acontece em larga escala.
Muitos jovens e adolescentes que deixaram assumir sua outra metade, hoje são sócios remido do clube da cracolândia, com filiais espalhados pelo mundo inteiro. Outros dirigem seus carros (ou dos pais) de forma irresponsável, após as baladas. Outros põem fogo em mendigos que dormem em praças públicas e outros praticam homofobia pelas ruas das grandes capitais. Adultos e idosos também não ficam de fora.
Todos nós, “sem exceção” dormimos com o “inimigo”. Mas existe cura. Acautelar-se com os favorecimentos repentinos, mais “não” e poucos “sim”. Estabelecer e focar nos propósitos, como trabalho, profissão, estudos, notas, médias, Deus, família, sua vida, etc.
Enquanto estivermos focados em eventos úteis e produtivas, manteremos o nosso outro lado rebelde, preso dentro da garrafa e, se depender somente de nós, poderá ficar lá por uns 1000 anos.
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VIVER BEM É POSSÍVEL ! PROJETO CONSCIENTIZAR
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Amadeu Epifânio - Idealizador
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Somos pelo o que somos.

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